Bumba Meu Boi do Seu Oreco e Grupo Reisado de Vila Juerana se encontram em Dia de Reis após 30 anos


A Folia de Reis, realizada no dia 6 de janeiro em Ilhéus (BA), foi um momento para celebrar as riquezas das expressões culturais e a força das tradições históricas da região. Os grupos Bumba Meu Boi do Seu Oreco, oriundo da comunidade de Urucutuca, e o Grupo Reisado de Vila Juerana se encontraram após 30 anos no principal festejo para estes tradicionais coletivos culturais. As cores, as danças e a musicalidade da reunião folclórica atraiu olhares curiosos de ilheenses e visitantes à Praça Pedro Mattos, em frente ao Teatro Municipal de Ilhéus.

Esses grupos compõem a lista de apoios do Programa de Valorização da Cultura (PVC), obtida a partir de um inventário do Patrimônio Imaterial de Ilhéus e região. Esta ação foi realizada por um convênio com a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), no ano de 2020, e levantou uma série de saberes, crenças e tradições das comunidades de Ilhéus. O PVC é um dos 34 programas socioambientais conduzidos pela BAMIN durante a implantação do projeto Porto Sul.

A oportunidade de encontro dos grupos de Bumba Meu Boi aconteceu graças a uma articulação entre o Comitê de Valorização da Cultura – Porto Sul e da Secretaria Especial de Cultura (Secult) da Prefeitura de Ilhéus. Assim, essas expressões nascidas na Zona Rural do município estão conectadas com a missão do Comitê, que é responsável por resgatar e valorizar os saberes, crenças e hábitos da cultura local.

Pai Toninho, presidente do Comitê de Valorização da Cultura – Porto Sul, afirma que o encontro é um momento único e muito importante para as comunidades. “Há 30 anos essa mobilização cultural estava adormecida. São comunidades que fazem tudo com muito amor, carinho, dedicação e respeito. Esse trabalho tem um excelente desempenho na cultura local e isso é fruto de uma parceria com a BAMIN”, completa.

COLETIVOS
As manifestações folclóricas estão em etapas distintas de apoio do PVC. O Bumba Meu Boi do Seu Oreco concluiu o processo de acompanhamento de perto da equipe do PVC, e já voltou a se apresentar como atração turística da região. Além disso, eles finalizaram a produção de um documentário, com roteiro e filmagens assinados pelo próprio grupo. O produto é resultado de uma atividade intitulada “Luz, Câmera, Ação” e mostra como é importante a devolutiva das obras para a comunidade.

Jorge Nascimento está à frente do legado do Bumba Meu Boi criado pelo seu avô, Orelino Alves Galdino, conhecido como Seu Oreco. Ele conta como o encontro com o Reisado de Vila Juerana foi emocionante. “Já se passaram três décadas desde que os grupos estiveram juntos, aqui mesmo, na Avenida Soares Lopes. Vamos seguir contando essa história para que a tradição não caia no esquecimento”, reforça.

O Grupo Folclórico Reisado de Vila Juerana está começando os trabalhos com o PVC e já apresenta toda energia para retomar as atividades, reestruturar os elementos cênicos e também preparar um produto audiovisual. Todas essas etapas terão o olhar de perto da equipe do PVC. Adená Soares é a líder do grupo ao lado dos seus irmãos Laércio e José Raimundo. “Essa folia ao lado do Boi do Seu Oreco foi maravilhosa e me fez lembrar do passado. Estou muito feliz e sei que vamos nos encontrar mais vezes”.

Ali no público estava Shirlez Vaz, aposentada do Piauí que mora em Ilhéus há muitos anos. Ela sintetizou a emoção de testemunhar autênticas expressões culturais ilheenses. “Conheço a tradição do Bumba Meu Boi desde a infância e reviver essa sensação em Ilhéus foi muito bonito. Chequei aqui na praça e me deparei com uma multidão encantada”, declarou.


SOBRE A BAMIN

A BAMIN investe continuamente em seus negócios no Brasil, que incluem a Mina Pedra de Ferro, na região de Caetité, o Porto Sul, em Ilhéus, e agora com o trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste Leste – FIOL. A empresa faz parte do Eurasian Resources Group (ERG), líder em mineração, metais e logística. O ERG é também o maior operador de transportes da Ásia Central, com ampla experiência em ferrovias.

Sarau Cultural de Natal encanta público no Centro Cultural Teosópolis em Itabuna


Evento teve um público de cerca de 150 pessoas e várias apresentações artísticas.

O Sarau Cultural de Natal, realizado na noite de terça-feira (20), no Centro Cultural Teosópolis, em Itabuna, encantou o público. Foi aberto com apresentação de violino, pelo professor e Pastor Tiago Nascimento e recitação de poesias de Donaciano Macedo, do Clube do Poeta de Itabuna.

Reunindo cerca de 150 pessoas, o público apreciou a sonoridade e harmonia do Grupo de Violões da IBT, que fez apresentação com acompanhamento ao piano.

A pequena Clarice Ruiz de Macedo Palles arrancou aplausos, ao recitar a poesia “Cuidando da Terra” de autoria de Leila Maria Grillo, que fala de ecologia.

João Marcos Lourenço leu um texto natalino do Livro “Ecos de Lourenço”, escrito pelo Pastor Hélio Lourenço. Caio Ruiz de Macedo Palles de dez anos, fez apresentação ao piano de canções do gênio da música Ludwig Van Beenthoven.

Formado por crianças, o Coral Juvenil da IBT apresentou canções natalinas encantando o público. Membros da Academia de Letras de Itabuna (ALITA), recitaram poemas do escritor grapiúna Ciro de Matos, entre outros.

Valorizando colaboradores
Também se apresentou o pequeno Lucas Góes com um Musical Solo. A equipe do Centro de Memória Teosópolis formado por colaboradores, recitou a poesia “Deixa Cristo Nascer de Myrtes Mathias. Igor Brandão fez apresentação solo ao piano.
O Sarau foi encerrado com a apresentação do Coral Esperança, reconhecido patrimônio imaterial de Itabuna. “Foi muito boa a participação do público, queremos agradecer a UESC que têm nos ajudado, como ao Pastor Geraldo Meireles pelo incentivo, esperamos transformar esse evento em uma tradição do bairro da Conceição”, disse a coordenadora do Centro Cultural, Janete Ruiz de Macedo.

Feira de artesanato
O evento contou com uma Feira de Artesanato. Peças produzidas na Casa do Vovô e pela Associação dos Artesãos do Sul da Bahia (AASBA), foram apresentadas e vendidas ao público.
E também com uma exposição com banners sobre o Museu da Casa Verde, espaço fundado em 1974, que no seu acervo busca registrar parte da história de Itabuna, e que infelizmente encontra-se desativado.

Aprovado pelo público
“Maravilhoso. Foi Show! Deveria acontecer sempre esse tipo de evento na nossa cidade”, disse o taxista Nailton Vaz Nascimento, sobre o Sarau Cultural de Natal.

Patrícia Nunes Limeira, moradora do Jardim Vitória, disse que ficou encantada com as apresentações. Ela que foi ao evento acompanhada da filha Camile, disse: “evento como esse alimenta nossa alma, tudo muito lindo, muito especial”.

O escritor Bira Lima, que mora em Salvador, avaliou a importância de realizar eventos como o Sarau Cultural: “para a valorização da cultura e da arte brasileira”, pontuou. “Um evento para a família” disse, complementando, “Considero importante trazer o evento para a rua, é como dizer para a comunidade que ela pode participar”, ressaltou.

Na opinião do artista, “é a celebração da vida, da arte e da cultura”. Vizinhos do Centro Cultural, valorizaram a iniciativa. Das janelas e nas portas de suas casas apreciaram o Sarau. “Muito boa a iniciativa. Gostei muito”, disse Thiago Andrade, que mora em frente ao Centro Cultural.

A seguir, a cobertura fotográfica do evento, feita por Antônio Fotógrafo.

 

Concurso literário tem inscrições até o final do mês


Continuam abertas, até o próximo dia 30, as inscrições para o Primeiro Concurso Literário da Academia de Letras de Itabuna (Alita), cujo tema é “O Rio Cachoeira”. O concurso, que contemplará estudantes de instituições universitárias da Região Sul da Bahia, em particular o entorno da Região Cacaueira, oferecerá uma premiação de R$ 3.000,00 em dinheiro ao primeiro lugar, além de Diploma e publicação na revista Guriatã, periódico da ALITA.

Ao segundo lugar, será concedido valor em dinheiro, de R$2.000,00, além de menção honrosa e publicação na revista Guriatã. Já ao terceiro lugar, será concedida a premiação de R$1.000,00 em dinheiro, como também menção honrosa e publicação na revista Guriatã.

Interessados em participar devem enviar textos no gênero crônica literária. O concurso tem como objetivos incentivar a criação literária e a revelação de novos talentos no campo da literatura, despertar para uma realidade crucial dessa região, especificamente da cidade de Itabuna e seu entorno, considerando circunstâncias geográficas, histórico-sociais e humanas e suscitar o interesse e providências devidas por parte de órgãos públicos, de natureza científica e da população em geral, itabunenses e de municípios adjacentes, quanto ao relevante tema proposto.

Regras

A crônica deverá ser redigida em prosa, obedecendo às normas da escrita padrão em Língua Portuguesa e em, no máximo, duas laudas. Cada candidato só poderá concorrer com um único texto, sendo que a crônica deve ter uma só autoria, devidamente identificada, conforme moldes discriminados no regulamento do concurso.

De acordo com uma das organizadoras do concurso, a escritora Margarida Fahel, a escolha do tema atende a importante e urgente necessidade da cidade de Itabuna, assim como de todo o seu entorno. “A situação de nosso rio, hoje apenas triste lembrança do que foi em outras épocas, belo e caudaloso, local de pescarias e praias arenosas, hoje reduto de perigo e graves riscos à saúde pública”.

O edital pode ser acessado através do link: https://academiadeletrasdeitabuna.com.br/2022/10/06/edital-do-i-concurso-literario-da-aademia-de-letras-de-itabuna/

Projeto ‘Rimas & Sons’ terá dia programação aberta à visitação públIca


Parte da programação do projeto Rimas & Sons do Colégio Vitória, em Ilhéus, será aberta à visitação pública para que a comunidade também possa conhecer a estrutura e atividades da ação que, este ano, traz o tema: Ler ou não Ser? Leio, logo Existo. O evento acontece no Centro de Convenções hoje (17) e amanhã (18).

No segundo dia, das 8h às 20h, a área de exposição pode ser visitada, gratuitamente, pelo público externo, nos espaços instagramáveis criados a partir de obras escolhidas pelas diversas turmas. No local também estarão acontecendo palestras, contação de histórias e rodas de conversa.

Duas gerações de artistas reunidas na Casa do Vovô


Uma tarde emocionante. Um momento rico de artes e muita proclamação do evangelho através da música e poesia. Foi assim definido pelo público o Recital 2022 da Casa do Vovô, ocorrido na tarde de sábado(12). O evento reuniu duas gerações de artistas. Crianças, adolescentes e idosos. Eles fizeram apresentações arrancando aplausos.

“Uma tarde de arte, cultura, lazer e entretenimento”, definiu o Pastor Geraldo Meireles, da Igreja Batista Teosópolis, que tem a Casa do Vovô como um dos seus braços sociais.

O Recital 2022 da Casa do Vovô, que retorna depois de dois anos de pandemia, contou com apresentações do coral da Casa do Vovô, formado por idosos que frequentam a Casa do Vovô, que cantaram com muita alegria e fervor, também da linda apresentação do coral Olga Ribeiro, da Igreja Batista Teosópolis.

E ainda alunos da professora Marinalva Campos Melo, referência do ensino da música em Itabuna. Eles emocionaram as pessoas nas suas apresentações arrebatando aplausos. Avós e Netos fizeram duetos contagiando o público.

Belas apresentações individuais e coletivas ao piano, violino, sax e canções levou a alegria do público que compareceu ao espaço social. Músicos consagrados como Heitor Villa Lobos foram homenageados com suas canções como também, músicas de filmes consagrados.

Ao final, o público elogiou o Recital 2022 já aguardando a edição 2023. “Estamos sempre valorizando a arte e a cultura”, disse Arlete Medeiros, uma coordenadoras da Casa do Vovô. O espaço de convivência fica localizado na Rua Inglaterra,491 no bairro São Judas, em Itabuna.

Fotos: Branca Magalhães 

Três dias de festival literário em Ilhéus


Indy Ribeiro, Roger Ferreira, Sheilla Shew, Luh Oliveira e Tácio Dê, coletivo responsável pela organização do evento.

    Ilhéus, no sul da Bahia, vai receber a 3ª edição do Festival Literário Sul – Bahia (FLISBA), que acontecerá entre os dias 17 e 19 de novembro de 2022. Pela primeira vez, o FLISBA ocorrerá de forma presencial e as mesas principais serão transmitidas pelos canais do  Flisba na internet. O Festival este ano tem como tema: Resistência Cultural – Literatura, Educação e Liberdade. O objetivo dos organizadores é reunir os escritores e as diversas pessoas interessadas nas diversas linguagens artísticas para refletirem sobre a literatura e as artes e suas conexões com a educação e a liberdade. A programação envolve mesas, conversas, saraus, música e oficinas, além do Slam Sul – Bahia Magnus Vieira, competição de poesia falada.

    O FLISBA DE 2023 homenageia duas grandes personalidades da cultura sul-baiana, a professora Tica Simões e o professor Apolônio Brito. Ambos possuem uma forte atuação na área da educação na Bahia. O professor Apolônio Brito nasceu em 1919 num remanescente de quilombo. Em pleno século XX, foi escravo por um ano em troca do enxoval de casamento de sua irmã, conta o professor Samuel Mattos no livro “Apolônio, o multiplicador”, de lá para cá se tornou um referencial no sul da Bahia. Por sua vez, a professora Tica Simões consolidou uma carreira de ensaísta e docente na antiga FESPI e atual UESC, onde colaborou para as pesquisas nas áreas da cultura e do turismo, desenvolvendo inúmeras ações de promoção nas respectivas áreas. Ela acabou de ser eleita para fazer parte da Academia de Letras de Ilhéus e já integra a Academia de Letras de Itabuna desde a fundação.

    As mesas e conversas contarão com diversos escritores e escritoras, como: Aleilton  Fonseca, Maria da Luz Leite, Marcus Vinicius Rodrigues, Marcos Luedy, Rita Santana, Efson Lima, Katiana Rigaud (Clube de  Lu), Valdeique Oliveira (Café com poema),  Lia Sena (Mulherio das Letras – Bahia), Clarissa Melo, Ramayana Vargens,  Ruy Póvoas, Ana Lúcia Santos,  Daniel – Ladrão de Livros,  Alex Simões, Pawlo Cidade, Silmara Oliveira, Geraldo Magela, Adroaldo Almeida, Gabriel Nascimento, Mestra Janete Lainha, Jailton Alves, André Rosa,  Luh Oliveira, Indy Ribeiro, Fabrício Brandão e Dan Gomez, entre outros convidados que participarão das discussões.

    Haverá no primeiro dia do evento, dia 17/11, além das mesas e conversas uma concentração cultural na frente do Teatro de Ilhéus,  que marcará a abertura oficial do evento. Vão ocorrer também apresentações circenses e de grupos culturais da região. Todas as atividades do FLISBA são gratuitas e a expectativa dos organizadores é reunir as pessoas interessadas na literatura, educação e gestão cultural. 

    Algumas editoras vão participar do evento com exposições e vendas de livros, além de lançamentos literários que serão promovidos durante o FLISBA, confirmando um dos objetivos dos organizadores que é aproximar os escritores de seus leitores.

    Para Luh Oliveira, integrante do coletivo FLISBA e uma das organizadoras do evento,  “o Flisba vem imprimir sua marca nas ruas de Ilhéus e traz para a nossa cidade uma rica contribuição com o tema Resistência Cultural, derramando mais literatura, mais arte, mais debates sobre a cultura. Ilhéus é uma cidade fértil para as artes, em especial, para a Literatura”, concluiu a imortal da Academia de Letras de Ilhéus. 

    Para os membros do FLISBA será uma oportunidade de comemorar o retorno das atividades presenciais e celebrar a literatura e as artes como estratégias de resistência cultural. O FLISBA é uma realização de professores, estudantes, escritores e gestores culturais do sul da Bahia e conta com o apoio das Academias de Letras de Ilhéus, Canavieiras, Itabuna e Grapiúna. A Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Espore do Estado da Bahia (SETRE) apoia a iniciativa, assim como o Centro Público de Economia Solidária ( CESOL) – Litoral Sul e Casa de Taipa.

    Para o escritor e presidente da Academia de Letras de Ilhéus,  Pawlo Cidade, “o FLISBA vem se consolidando como um coletivo que prima, sobretudo, pela excelência da literatura sulbaiana”, conforme atesta a programação do evento. Para Silmara Oliveira, uma das organizadoras do FLISBA, o sentimento de fazer o  Flisba presencial é de colaborar para o renascimento do fomento às artes na região e colaborar para a diversidade da cultura na região sul da Bahia.

     Mais informações poderão ser obtidas pelo e-mail dos organizadores: [email protected]  e pelas redes sociais: @flisba

Programação completa

17 de NOVEMBRO (Quinta-feira)

09h às 20h 

Feira de Livros

Local: Hall do Teatro Municipal de Ilhéus   

9h às 10h30min

Mesa 01

Uma viagem literária a bordo de Adonias Filho, Marcos Santarrita e Jorge Amado

Com Maria da Luz Leite, Silmara Oliveira e Tica Simões

Mediação:  André Rosa

Local: Academia de Letras de Ilhéus   

11h às 12h30min

Mesa 02

“Com o mar entre os dedos”: liberdade de expressão e a produção cronística de Antônio Lopes

Com Aleilton Fonseca e Efson Lima

Mediação: Jailton Alves

Local: Academia de Letras de Ilhéus   

14h às 17h

Oficinas

Oficina 1 – Audiovisual ( cinema), com Adroaldo Almeida, Cristina Almeida, Bruno D’DUck e Mariana Diniz

Local: Museu da Capitania/ Palácio Paranaguá 1º andar

Oficina 2 – Escrita Criativa, com Marcus Vinicius Rodrigues

Local: Casa da Arte Baiana, Rua Lavigne de Lemos   

17h às 18:30h

Roda de Conversa 1

Educação literária como prática de liberdade

Com Clarissa Melo, Ramayana Vargens e Ruy Póvoas

Mediação: Indy Ribeiro 

Local: Academia de Letras de Ilhéus   

19h às 20h30min

Concentração Cultural

Falas institucionais e Homenagens

Coletivo FLISBA, Academias de Letras – ALITA, ALAC, AGRAL, ALI, SECULT/Ilhéus CESOL/ SETRE

Local: Praça Pedro Mattos

19h às 22h

LANÇAMENTO COLETIVO DE LIVROS 

Local: Hall do Teatro Municipal de Ilhéus   

21h às 22h – Mostra Cultural 

(Música, poesia, dança, rap, etc.)

Dan Gomez(música e poesia)

Local: Praça Pedro Mattos

18 de NOVEMBRO (Sexta-feira)

09h às 20h

Feira de Livros

Local: Hall do Teatro Municipal de Ilhéus   

9h às 10h30min

Conversa com poetas

O que em mim principia, a poesia

Com Marcus Vinicius Rodrigues, Marcos Luedy e Rita Santana

Mediação: Tales Pereira/ Tallýz Mann

Local: Academia de Letras de Ilhéus    

11h às 12h30min

Roda de Conversa 2

Tecendo redes: o movimento literário nas redes sociais

Com Katiana Rigaud (Clube de Lu), Valdeique Oliveira (Café com poema), Kali Oliveira ( Conta Preta Conta) e Lia Sena (Mulherio das Letras – Bahia).

Mediação: Tácio Dê

Local: Academia de Letras de Ilhéus

14h às 16h

Oficina 1 – Audiovisual ( cinema), com Adroaldo Almeida, Cristina Almeida, Bruno D’DUck e Mariana Diniz

Local: Museu da Capitania/ Palácio Paranaguá 1º andar   

Oficina 2 – Escrita Criativa, com Marcus Vinicius Rodrigues

Local: Casa da Arte Baiana   

17h às18h30min

Mesa 3

Versos periféricos: pode o subalterno rimar?

Ana Lúcia Santos, Daniel – Ladrão de Livros e Alex Simões

Mediação: Fabrício Brandão

Local: Academia de Letras de Ilhéus

Roda de Capoeira

Formatura do Mestre Juninho Pula Pula

Dia 18/11, às 18:00 horas

Local: Praça Pedro Mattos

19h às 21h30

SLAM MAGNUS VIEIRA 

BATALHA DE POESIA FALADA

MOVIMENTAÇÃO CONCOMITANTE: RIMA, TRANÇA, ETC 

Local: Praça Pedro Mattos

19 de NOVEMBRO (Sábado)

09h às 12h

Feira de Livros

Local: Hall do Teatro Municipal 

09h às 10:30h

(Re)pensando a cultura

Com  Pawlo Cidade, Bruna Setenta, Geraldo Magela e  Adroaldo Almeida

Mediação:  Mestra Janete Lainha

Local: Academia de Letras de Ilhéus

10:30h às 11h

Exibição de Curta-metragem 

DENTRO E AO REDOR

De Bruno D’Duck

OS HOSPEDEIROS FALSOS

De Adroaldo Almeida

Local: Academia de Letras de Ilhéus

11h às 12h 30min

Lançamento do Livro “O rio do sangue dos meninos pretos”, do professor Gabriel  Nascimento  e Movimentação Cultural com a presença de gestores culturais, artistas, escritores.

Local: Academia de Letras de Ilhéus

12:30h    Encerramento com a apresentação da Carta do Flisba

Local: Academia de Letras de Ilhéus

 

Alessandro Fernandes, reitor da Uesc, lança seu primeiro livro de poesias


O lançamento do livro de poesias “Rascunhos Reais”, de autoria do reitor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Alessandro Fernandes de Santana, será nesta quarta-feira, 9 de novembro. O evento terá lugar no auditório do Edifício José Haroldo Castro Vieira (Torre Administrativa), às 15 horas, durante uma sessão especial da Academia de Letras de Itabuna.

Este é o primeiro livro de poesias do professor, Alessandro Fernandes, composto por 20 poesias em 83 páginas, editado pela Editus – Editora da Uesc. No prólogo o autor explica que “Rascunhos Reais é um livro escrito muito mais por ternura que por talento. Minha vida inteira foi dedicada aos temas acadêmicos e sobre gestão, mas sempre tive duas grandes paixões: a literatura e a poesia, mais que apaixonado, acredito piamente que a existência desta torna o mundo dos leitores mais leve, belo e esperançoso”.

A professora e escritora Tica Simões escreve no prefácio que Rascunhos Reais de uma experiência inicialmente realizada através de redes sociais, especialmente Facebook e Instagram. A socialização de sua produção poética, por esse caminho, suscitou uma comunicação imediata. Daí a publicação impressa foi um passo.

“Rascunhos Reais conquista o leitor com a sua poesia que fala de amor. Depois arrebata-o com a bela ilustração de Sanqueilo de Lima Santos, os 20 belos desenhos em bico de pena, que conversam com os poemas, linguagens que dialogam – a poemática e a pictórica – em simplicidade lírica, através de traços espontâneos e expressões existenciais e intimistas, ” descreve a escritora Tica Simôes.

Alessandro Fernandes revela que o título do livro foi extraído do poema Sonhos. Tal afirmação induz à compreensão de que, com a sua publicação, Rascunhos Reais transforma em realidade um sonho que existia em rascunhos. Esse poema parece ser uma mensagem para Letícia, filha a quem o livro é dedicado.

Obra de escritor do sul da Bahia alerta para “genocídio do povo preto”


Gabriel Nascimento(foto) lançará seu quarto livro no dia 10 de novembro, em Salvador. Intitulada “O rio do sangue dos meninos pretos”, a obra traz para o debate questões pertinentes com uma narrativa novelesca. A noite de autógrafos será na Sociedade Protetora dos Desvalidos, no Centro da capital baiana, às 17h30.

Visto do passado e contando aos ouvintes do futuro a importante mensagem: “o mundo pode até deixar de ser realmente preto, mas nunca deixará de ser culturalmente preto”, a obra tem a assinatura da Letramento Editorial e tem como plano de fundo o rio Almada, da região Sul da Bahia, que deságua em Ilhéus.

Na história, o rio é vermelho e cresce a cada ano – o que assusta a personagem principal, TioZito. Curioso, ele pergunta a um mais velho sobre qual seria o nome daquele rio. O mais velho, que fala que o nome do rio [O rio do sangue dos meninos pretos], aparece morto. Essa é a largada da história de fuga e investigação de TioZito, que é acompanhado de duas mulheres: Rita de Cássia e Maria Raimunda.

Os exemplares estarão disponíveis no dia do lançamento para compras físicas. O evento conta com patrocínio da Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) que acredita na literatura como vetor de transformação social.

Questionamentos

O rio do sangue dos meninos pretos é uma fábula policialesca que se passa em um mundo onde não existem pretos, mas um rio grande e vermelho que cresce dia após dia. Na obra, ao mesmo tempo em que lutam pela vida, os personagens refletem sobre sua própria identidade que foi tomada de forma cruel por muitas gerações. Quem seriam os pretos? Qual o mistério por trás do rio? Essas são algumas questões colocadas pelo autor que provocam a reflexão sobre o genocídio da população preta no Brasil.

O autor

Gabriel Nascimento é professor na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), escritor e linguista. Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), tendo recebido o título de mestre em Linguística Aplicada pela Universidade de Brasília (UnB), Gabriel concluiu a graduação em Letras Inglês Português pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). É sócio da Latin American Studies Association (LASA), Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN) e Associação de Linguística Aplicada do Brasil (ALAB) e, em 2019, publicou pela mesma editora o livro “Racismo linguístico: os subterrâneos da linguagem e do racismo”.

Prefeitura e FICC promovem o II Circuito da Cultura Afro de Itabuna


Novembro é considerado o mês da Consciência Negra. Com base nisso, a Prefeitura de Itabuna, por meio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) e da Secretaria Municipal da Educação (SEDUC), vai promover o II Circuito da Cultura AFRO de Itabuna.
O evento acontecerá entre os dias 18, 19, 20 e 26 deste mês em parceria com a Setorial de Cultura Afro do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Itabuna  (CMPCI), Movimento Beleza Negra e Associação do Culto Afro Itabunense (ACAI).
As atividades serão iniciadas no dia 18 com a realização Caminhada em Reverência a Zumbi e Dandara, com concentração no Jardim do Ó às 14 horas. No dia 19, acontece o Concurso Beleza Negra na Rua Manoel Carmo, nº 110, Bairro Conceição, mediante a entrega de 2 Kg de alimentos.
Não-perecíveis.
Para o dia 20, às 15 horas, está programada a Vigília em reverência a Zumbi dos Palmares, com ponto de encontro no Monumento de Zumbi dos Palmares, na Avenida Princesa Isabel, no Banco Raso.
Já no dia 26, entre 14 e 18 horas, será promovido um encontro de diálogos sobre políticas públicas para os povos de comunidades tradicionais de matriz africana  no Ponto de Cultura (ACAI)  Rua da Inglaterra, nº 497, Bairro São Judas Tadeu.
A data de 20 de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra e celebra a luta histórica de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, em Alagoas, considerado um dos maiores símbolos de luta e resistência. Com o projeto, a Prefeitura e as instituições participantes pretendem dar visibilidade às causas e ações da comunidade afrodescendente no município.
Além disso, realçar a importância de Zumbi dos Palmares para as lutas de combate ao racismo, à intolerância e discriminação do povo negro. A ação também tem como objetivo promover o intercâmbio de informações para agentes públicos e sociais com a finalidade de implantar políticas públicas de educação étnico-racial e contribuir para o primeiro Plano Municipal de Cultura de Itabuna.
O evento pretende ainda, incentivar a inserção dos agentes culturais no Cadastro de Culturas e Turismo de Itabuna (CADCULTI) e reunir educadores, estudantes, artistas, ativistas do movimento negro, etc.
Para a diretora de Planejamento da FICC, Bruna Setenta, o projeto é muito importante para a cidade. “Promover ações que corroborem com os anseios da comunidade de matriz africana em nossa região é requisito de atenção do setor da Cultura do município, a fim de contribuir com o processo de reconstrução e ressignificação de conceitos e contextos de valorização identitária do povo negro e de combater as práticas de racismo, intolerância e discriminação”, pontuou.

Ryane Leão, Bráulio Bessa, Allan Dias de Castro e Matheus Rocha falam de poesia na Bienal do Livro Bahia


“Os Poemas Salvam o Dia”. Esse é o título da mesa de debate em que estarão presentes Ryane Leão, Allan Dias, Bráulio Bessa e Matheus Rocha, no próximo dia 13 de novembro, na Arena Jovem, um dos espaços da Bienal do Livro Bahia, patrocinado pela Colgate. Eles debaterão sobre a importância da poesia e o uso das redes sociais para ganhar novos leitores e resgatar o interesse por esse gênero literário. Além disso, a conversa também girará em t

Ryane Leão, uma das convidadas da mesa, é poeta e best-seller de duas obras: “Tudo nela Brilha e Queima”, que foi o seu primeiro livro, lançado em 2017, e “Jamais Peço Desculpas por me Derramar”, de 2019. Também em 2019, ela fundou a Odara – English School for Black Girls, que é uma escola de inglês voltada para a população negra, e segue publicando os seus escritos na página “Onde Jazz Meu Coração”.

Além dela, o poeta, compositor e escritor Allan Dias de Castro (foto) também estará no painel. Seu primeiro livro foi escrito em 2014, com o título “O Zé-Ninguém”. Em 2019, publicou “A Voz ao Verbo”, que deu origem ao projeto homônimo de poesia falada pela internet, que gerou grande  identificação com o público e ultrapassou a marca de 100 milhões de visualizações nas redes sociais.

Já Bráulio Bessa (foto) que também é poeta, nasceu em Alto Santo, no Ceará, e ganhou fama nacional em 2015, quando iniciou sua participação no programa “Encontro com Fátima Bernardes”, da Rede Globo, para divulgar a cultura Nordestina, a poesia e o cordel. Ele é autor dos livros “Poesia com Rapadura” (2017), “Poesia que transforma” (2018), “Recomece” (2018) e “Um carinho na Alma” (2019).

À frente da mediação, está o escritor baiano Matheus Rocha. Ele é jornalista e sua experiência com textos de amor na internet começou em 2012, quando fundou o “Neologismo”, que inicialmente foi um Tumblr, depois virou fanpage do Facebook, blog e, hoje, passeia também pelo Instagram e pelo Twitter, reunindo mais de 1 milhão de seguidores. No seus contos, Matheus fala sobre amor, mas também sobre amizade, sonhos e vida.